25 de out. de 2013

Sãopaular.





Quando você vem de uma cidade (olha o choque!) de praia ~ do interior ~ da Bahia, São Paulo megalomaníaca–neurótica-esquizofrênica faz de tudo para te assustar. Enquanto lá em Ilhéus soava apenas o dó re mi (não que seja 100% ruim isso), SP já tocava a 9ª sinfonia de Beethoven dançando o quadradinho de 8. Depois de um tapa de pelica da realidade, você passa a entrar no ritmo, se adaptar, e a mexer o quadril. Morar numa cidade assim é fácil? Não, não é, inclusive quando envolve tantos gastos e diferenças. Mas vale a pena? Isso é muito relativo, mas para mim sempre vai valer, mesmo que seja para passar pouco tempo. Como estou no momento “Peace and Love” com essa city, vou dar minha visão sobre como viver em São Paulo de forma harmoniosa, sem ser pega de surpresa, e sem precisar chamar Anitta. Então PRE-PA-RA!

1 – Seu primeiro melhor amigo: Guarda-chuva

O seu primeiro contato de amizade fiel e segura vai ser do seu guarda-chuva. Aqui é assim: Levanta, se arruma ~linda~, e vai trabalhar sob aquele céu azul que invejaria qualquer mar de Ipanema. E de repente... NUVENS. E de repente... VENTOS. E de repente... CIDADE ALAGADA. Como você é mega sortuda(o), é claro que a chuva vai te pegar naquele momento delícia que você estiver saindo super tarde do trabalho, e louca para chegar em casa, arrancar o sutiã, e colocar o moletom surrado.
Mora em são Paulo, e ainda acredita na previsão de tempo? RISOS Paola Bracho pra ti. Portanto, não desgrude do seu trambolhinho guarda-chuva pra nada.

2 – Pra que se martirizar?

Esse é sobre Datena, Rezende, e afins... QUAL a necessidade de assistir esses programas policiais? Pra você nunca mais passar da porta de casa? Não to falando pra você se isolar completamente das informações e alertas da sua cidade. Mas GENTE, por favor, procure filtrar em um nível melhor, ok?
Tem que ter cuidado nessa city? Sim, muito! Todo mundo sabe que SP é violenta pakas, mas elevar ao quadrado do cubo o seu nível de medo por um programa que é só focado nisso, é muita tortura com você mesma. AHHH, e NUNCA deixe seus pais que moram longe assistir essas joças. APENAS não. Só se você for bem carente e quer que eles te liguem em 5 em 5 min.

3 – Tranporte públiCHAHHAHAAHAHA

Se tivesse utilizado o transporte público, e passado pelo trânsito de São Paulo, a paciência dele seria inexistente, e ele não seria popular. Quer brincar de “pipoca” do Chiclete com Banana no carnaval de Salvador? Então se joga no horário de pico (17h30 – 19h30) no metrô ou bus daqui. GENTE, é surreal, apenas comprova que dois corpos ocupam SIM o mesmo espaço #chupaNEWTON, gente que gruda no teto, no colo do cobrador... e por aí vai, são X-MEN’S brazucas, e tenho dito.
Tem como piorar? Ô fia, claro que sim, nós pobretinhos e trabalhadores passamos por várias provas de resistência nesse processo: Cheiro¹ de FOFURA do sabor mais forte, que um ser maligno não aguenta 5 minutos de fome para sair do trem e comer, tem que ser DENTRO do trem; Cheiro² do azedume CCrístico diretamente das axilas alheias para você. Raio laser do odor; Das vacas e bois empacados NA PORTA do metrô, ou no lado esquerdo da escada rolante. Cadê a bazuca uma hora dessas? Do bilhete único (B.U) que quando você está com a maior pressa do universo indica SALDO 0 – é pra morrer-, e as pessoas atrás te xingam mentalmente, e você sai com a cara mais murcha que a bunda da finada Dercy Gonçalves; Da esperança eterna do milagre de um dia o Olho Vivo do SPTrans funcionar corretamente. Nos contos da Disney deve funcionar.
ENFIM, passamos mais de 40h por mês nesse trânsito, daí você tira o quanto a gente precisa aproveitar esse tempo candy crush, então prepara logo uma playlist potente no iPod, dá uma paquerada no “Tinder”, e providencie um livro alá “Guerra e Paz” para ler no caminho. Ainda bem que em alguns casos você pode namorar, casar, divorciar, levar os filhos para a escola, voltar, e comemorar bodas, mentalmente com algumas pessoinhas lindocas –bofes escandalooooos - que surgem no cubículo para deixar seu dia mais beautiful.

4 – Não desgrude das moedas

Gente, você nunca sabe quando Luciano Huck pode aparecer na sua vida, seja no Vale do Anhangabaú ou pela Paulista, HAHAHAHA #BRINKS. “Mas por que Laiz? É chato ficar andando com moeda assim, e ainda mais naquelas bolsinhas de vó”. Não é só moeda, dinheiro também é válido, a questão é o seguinte: NUNCA NUNCA NUNQUINHA ande zerada, sem nada, sem um tostão furadinho pelas ruas de SP – isso é pra galera que ama cartão-, é CILADA, mesmo se for só ali fazer ligação pra Creuza no orelhão da esquina.
Já passei por sufocos, e minhas amigas também. No mínimo, você precisa ter entre moedas e notas uns 3 reais, caso tenha que utilizar metrô/bus de urgência – pois o B.U é sempre um traíra. Além desse caso, você evita também que ALGUNS – não todos- mendigos (são muitos, em cada esquina vem Diego com toda alegria festejando) ou alguns travestis - como no meu caso HAHAHAHAHAHA L - não querem desgrudar de você até você dar alguma coisa. Enfim, essas moedinhas/graninha também podem fazer a alegria e diferença na vida de zilhões de artistas de rua que estão espalhados pela cidade.

5 – VITCHE CIENCO de março

“Olha o cabelooooo!”, “Maquininha tira pelo nariz e orelha”, “Blusa de marca, amiga?”, “3 por 10!”, “Massageador”, “Olha o Suflêr, olha o Suflêr”, é muita poesia para um espaço só! Aiiiiiiiii a 25 de março – amor verdadeiro, amor eterno – como amo futucar cada canto da rua principal e suas redondezas.
Aqui vão as dicas da sacoleira oficial da família (me!): Rua principal – Nunca compre nada daquela Lad. Porto Geral, nem no começo da 25, tudo caro. Você tem que ir mais para o final, e futucar as ruas paralelas e as que cruzam. Tem que ter jogo de cintura, e papo para desconto (principalmente com os coreanos que são zóis pequenos, mas bolso gordo). Roupa - Vai de salto para tu ver fia HAHAHAHA. Se você quer chegar menos estraçalhado em casa/hotel, se jogue no tênis ou outro sapato confortável, roupa tipo de “acadimia” mas não tão indecente. Leve garrafinha de água, injete a paciência, e o principal: deixe tudo que for de valor em casa, “aaaaaaa mas não vivo sem meu celular”, blá, blá, enfie então em algum canto na frente do seu corpo – e mesmo assim não é tão seguro, então reza no caminho. EVITE – com todas suas repulsas – dia de sábado e dias próximos de feriados.
Mas vale a pena futucar a 25? Yes my friend, ainda mais quando você vê em ALTOS shoppings bacanudos da cidade os MESMOS MESMÍSSIMOS produtos nas vitrines.


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